A Mezquita-Catedral de Córdoba é a única grande catedral cristã do mundo construída dentro de uma mesquita congregacional mourisca em funcionamento. A construção começou em 785 d.C. sob Abd al-Rahman I — primeiro emir da dinastia omíada em Al-Andalus — no local de uma basílica visigótica. Três califas posteriores ampliaram a sala de oração para sul e oeste ao longo de dois séculos, atingindo os atuais 23.400 metros quadrados e 856 colunas no final do século X, sob al-Hakam II e al-Mansur.
Após a Reconquista cristã tomar Córdoba em 1236, Fernando III consagrou o edifício como catedral sem o demolir. Durante três séculos, bispos sucessivos adicionaram pequenas capelas em redor do perímetro, enquanto a sala de oração permanecia intacta. Depois, em 1523, sob Carlos V, o cabido da catedral inseriu uma nave renascentista completa, transepto e coro no centro da mesquita — cortando para cima através dos arcos em ferradura para erguer uma igreja cristã no coração do salão islâmico. Diz-se que Carlos V, ao visitar a obra acabada, comentou que os construtores 'destruíram algo único para construir algo comum'.
O resultado é um dos edifícios mais extraordinários da Europa: uma catedral renascentista rodeada por todos os lados por uma floresta de arcos mouriscos de dois níveis em jaspe, mármore e granito alternados. A UNESCO inscreveu a Mezquita em 1984. Atrai aproximadamente 2 milhões de visitantes por ano e permanece uma catedral católica ativa — missa diária às 09:30, serviços adicionais aos fins de semana, esperando-se silêncio respeitoso durante toda a liturgia.